Quase 500 demissões por mês

Quase 500 demissões por mês

De janeiro a setembro deste ano, o setor da construção civil no RN fechou cerca de 500 postos de trabalho com carteira assinada por mês, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. 

 
O número de admissões somou 22.505  enquanto os desligamentos chegaram a 26.925 empregos. Mais de 4 mil vagas a menos, em nove meses. O número não inclui os empregos informais. Segundo o IBGE, o número de empregos nos canteiros de obras saiu de 102 mil, no primeiro trimestre deste ano, para 84 mil, no segundo.
 
A economia retraída e a ausência de novos lançamentos imobiliários são as principais causas do fenômeno. A crise da construção civil repercute em outros segmentos da indústria potiguar, como a produção ceramista (tijolos e telhas), de cimento e agregados (concreto).
 
 
As vendas em atacado, voltadas para atender as construtoras e engenharia, também tiveram redução de mais de 10% de janeiro até outubro deste ano, segundo estimativa da gerente comercial da Agaé, Isabel Melo.

 “A construção civil no Estado perde, todo mês, o equivalente a duas Ambevs sem que ações para melhorar o desempenho do setor sejam tomadas é preciso flexibilizar a burocracia”, disse Arnaldo Gaspar, mencionando a indústria de bebidas que anunciou recentemente que vai fechar a unidade no Rio Grande do Norte e demitir cerca de 300 empregados.
 
Fonte: Tribuna do Norte