Novo estudo identifica 117 GW de potência para geração eólica offshore no Ceará

Novo estudo identifica 117 GW de potência para geração eólica offshore no Ceará

Novo estudo identificou no litoral do Ceará um potencial de 117 GW de capacidade para instalação de parques eólicos offshore, em águas rasas, no limite de 24 linhas náuticas. Com um fator de capacidade de 60% a 62%, seria possível gerar de 506 TWh a 520 TWh por ano.

As informações são do Atlas Eólico e Solar do Ceará, lançado em conjunto pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), a FIEC e o Sebrae, e elaborado pela Camargo-Schubert.

Para incorporar o desafio técnico de instalar eólicas offshore mais distantes da costa e em maiores profundidades, o estudo não considerou todo o mar territorial do estado, limitando-se a lâmina d´água entre 5 metros e 50 metros, e distâncias da costa entre 2 metros e 45 metros.

“O potencial tende a crescer dezenas de vezes caso seja considerada toda a zona econômica e exclusiva ao longo do litoral cearense. Porém, a maior profundidade, os custos de instalação, operação e manutenção, e as perdas por transmissão dificilmente justificariam a exploração do recurso em águas mais profundas (…)”

O Atlas destaca oportunidades no litoral de Camocim, próximo de Sobral, com fator de capacidade mais elevado e aumento no período da tarde e início da noite, no litoral de Fortaleza, onde está o Porto de Pecém, dada a geração uniforme ao longo do dia, durante todo o ano e no litoral de Icapuí, que faz fronteira com Rio Grande do Norte, onde o fator de capacidade é mais elevado no início da madrugada e no fim da noite, com menor potencial de geração próximo ao nos meses de março e abril, quando chove menos e o ventos reduzem, tanto na costa quanto no mar.

O desenvolvimento de projetos para produção de energia eólica offshore no Brasil ainda depende de um marco regulatório. O Ibama prepara uma agenda regulatória para projetos do tipo e realizou em meados do ano uma série de workshops para discutir licenciamento em outros países e usa Portugal, Itália, Holanda e Bélgica como referência.

Também será preciso discutir a inclusão do setor no planejamento da expansão da oferta para garantir espaço para o setor no Sistema Interligado Nacional (SIN) ou à rede de distribuição de energia do país.