Cresce o número de mulheres em cursos de engenharia

Cresce o número de mulheres em cursos de engenharia

A Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, fez história ao formar uma turma de engenharia com mais mulheres do que homens. Aqui no Brasil, a UnoChapecó, universidade da cidade de Chapecó, no oeste catarinense, as mulheres na engenharia também são maioria e representam mais de 60% dos estudantes matriculados. Esses dois exemplos mostram que a realidade das mulheres na engenharia está mudando — e para melhor.

Entretanto, apesar das boas notícias, o quadro geral exibe números tímidos. Elas são mais da metade dos estudantes matriculados em instituições de ensino superior no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior mais recente, de 2013, mas nos cursos de engenharia esse numero cai para 30%. Ainda assim, um avanço comparado aos 19% em 2000. Os salários também são mais baixos do que os dos homens. Em média, os homens ganham R$ 7.070, enquanto as mulheres, R$ 6.453, segundo informações da Fipe, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, publicadas pela Pini.

Lá fora, as engenheiras, principalmente as que atuam no campo da tecnologia, ocupam posições de destaque. Isso demonstra que todo o esforço para tornar a engenharia um ambiente cada vez mais feminino está valendo a pena. As engenheiras têm cargos importantes em empresas como Google, Intel, Apple, Amazon, Dropbox entre outras. Muitas são ainda mais audaciosas e rompem barreiras ao fundar e gerenciar suas próprias empresas, como a engenheira Limor Fried, da Adafruit.

Na engenharia civil, Patricia Galloway orgulha-se de fundar uma empresa 100% de propriedade de uma mulher e por se tornar a primeira mulher presidente da Sociedade Americana de Engenheiros Civis, em 152 anos de história.